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Segunda-feira, Março 26, 2007
Droga legalizada
Todas as civilizações conhecem a produção de álcool. No entanto, existe uma grande diversidade de atitudes diante das bebidas alcoólicas. Para alguns as bebidas fazem parte do dia a dia e das principais comemorações, além de constituírem importante fonte de renda e de impostos. Entretanto, a bebida é considerada a droga mais vendida em todo o planeta.
Pesquisas recentes comprovam que o uso de álcool, mesmo o índice tolerável por litro no sangue, reduz a capacidade de escolha, o tempo de certas reações, coordenação dos movimentos e a concentração, aumentando o índice de acidentes de trânsito, brigas de rua e sexo sem proteção.
O fato de o álcool ser uma droga legalizada no país gera discussões. Enquanto existe uma grande preocupação em torno do uso das drogas ilícitas, há um descuido da sociedade em relação às drogas legalizadas. O álcool é considerado um problema de saúde pública e deve ser sanado a partir de políticas governamentais. Como na política contra o uso do tabaco, as propagandas que tratam de bebidas alcoólicas de uma forma cômica e de uso diário devem ser banidas.
Ainda que o álcool seja banido das propagandas, a falta de fiscalização e de punições é grande. Enquanto o Brasil apenas utiliza o teste do bafômetro, alguns países contam com leis que chegam a punir o infrator com prisão; além disso, alguns bares, casas noturnas e até postos de gasolina vendem bebidas alcoólicas para menores.
O álcool, apesar de ser uma droga legalizada e não receber muita atenção, é um grande causador de problemas.
Assim, o alto índice de consumidores, principalmente entre os jovens, deveria levar a uma política de fiscalização maior, com a adoção de medidas mais restritivas e punitivas, além de propagandas educativas, para diminuir o uso desenfreado do álcool no país.
postado por Anonimato(a) às 8:38 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
Português de Portugal ou Português do Brasil?
O Brasil foi colonizado por portugueses porque, devido ao mercantilismo, era necessário encontrar novas rotas para buscar as especiarias na Índia, já que a rota principal era dominada pela Itália. Portugal saiu na frente nessa busca devido a sua localização e ao seu desenvolvimento marítimo.
Porém, Portugal não estava estruturalmente preparado para a colonização. Era preciso atrair pessoas para povoar o continente e as condições de trabalho eram penosas. Além disso, havia a fraca possibilidade de enriquecimento, já que a base do mercantilismo era o ouro e a prata e esses metais só foram encontrados após um grande período de tempo.
Sabemos que ao longo dos anos Portugal contribuiu uma dívida com a Inglaterra e pagou com riquezas brasileiras, além escravizar índios e levar outras riquezas para a Europa. Porém, isso não foi o bastante para o povo português.
Afirmo isso porque entrei num site português em que a autora afirmava termos roubado sua língua. Li os comentários e uma brasileira respondeu que quem roubou alguém foram os próprios portugueses, levando nossas riquezas e índios. Em seguida, outro brasileiro comentava sobre a condição financeira de Portugal, o qual seria confundido com Espanha por causa de seu tamanho e só seria considerado país de primeiro mundo por estar na Europa.
Os comentários podem ser considerados somente uma rixa como as que os Americanos têm com seus colonizadores Ingleses ou é uma verdade? A colonização foi um bem ou foi um mal para a América? O Brasil será capaz de recuperar o que foi levado para Portugal? Ou seria capaz de agradecer o que os lusos fizeram para os índios?
postado por Anonimato(a) às 10:13 PM
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Sábado, Março 10, 2007
"A beleza age mesmo sobre aqueles que não a constatam" Jean Cocteau
Beleza é uma percepção individual caracterizada normalmente pelo que é agradável aos sentidos. Esta percepção depende do contexto e do universo cognitivo do indivíduo que a observa. Através da história da humanidade a relação com a beleza têm sido freqüentemente religiosa ou mística e transcendente, logo a beleza foi considerada muitas vezes como "aquilo que se aproxima da Divindade"
É difícil resumir em palavras o que é o "belo". Mas pode-se afirmar que a beleza é um conjunto de elementos que resultam naquilo que se considera belo. Uma das expressões utilizadas antigamente para definir a beleza feminina: "eram mulheres agradáveis aos olhos" ou "são mulheres formosas a vista".
A idéia de Beleza Humana é transmitida através da mídia, usando como exemplo os modelos e a maioria dos artistas famosos. A infelicidade de se olhar no espelho e não enxergar o ideal da beleza causa infelicidade, além de levar o indivíduo a vários distúrbios para alcançar o objetivo da beleza.
A beleza não é a mesma ao redor do mundo. No Brasil, a mulher deve ser magra e bronzeada. Porém, no Irã, o fator religioso leva as mulheres cobrirem o corpo. Mas nem sempre a beleza foi colocada dessa maneira. No passado, as belas eram as gorduchas.
Além da idéia padronizada de beleza levar as mulheres a distúrbios, algumas optam por soluções mais drásticas: a plástica. O Brasil é o país com maior índice de cirurgias plásticas estéticas, não só de pacientes nacionais como também estrangeiros.
Eu costumo dizer que a beleza é conseqüência da dor. A mulher, ao querer se encaixar em determinado grupo ou mesmo na sociedade, é levada a buscar soluções para o seu problema, que talvez seja a gordura ou mesmo na feiúra. Entretanto, o problema não é com a mulher, e sim com a sociedade, que se julga capaz de determinar um padrão a ser seguido.
postado por Anonimato(a) às 7:22 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
Carnaval
O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começava no dia de Reis e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval". O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.
Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Egito antigo. Uma outra corrente acredita que a festa iniciou-se com a adoção do calendário cristão.
No fim do século XVIII, o entrudo (como era inicialmente chamado) era praticado por todo o país consistindo em brincadeiras e folguedos, variando conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. As primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira foram através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. No final do século XIX, toda uma série de grupos carnavalescos ocuparam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Em 1890 Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!".
Porém, o que é o carnaval brasileiro, perdido em meio a tanta violência? Apesar da beleza das festas, do lucro trazido por turistas estrangeiros e mesmo nacionais, por que tanta alegria?
O Brasil é um país de festas e talvez até de luxo. Durante dias assistimos nos jornais reportagens sobre um menino arrastado pelas ruas do Rio, lemos matérias sobre políticos corruptos, ouvimos falar sobre a queda de um avião, entre outros fatos. Damos atenção a todos os atos violentos e absurdos do país. E para quê? Para um mês depois esquecermos da violência e chorarmos por outra criança? Para nas eleições simplesmente votarmos nos mesmos políticos corruptos que renunciaram ao cargo no mandato anterior? Para ouvirmos falar em algum desabamento ou desastre em obras públicas?
O carnaval e todas as outras festas podem nos dá um pouco de paz ou somente vêm nos vendar os olhos?
postado por Anonimato(a) às 12:07 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Barbárie no Rio de Janeiro
Na quarta feira passada, mais uma barbárie no Rio de Janeiro: um menino de 6 anos vítima da violência. Um menino de 6 anos vítima da desorganização da segurança - ou seria da organização do crime?
João Hélio estava no banco de trás do carro durante um assalto. A mãe não conseguiu tirá-lo a tempo. Os bandidos entraram no carro e partiram em alta velocidade levando o menino dependurado, preso pela barriga. Sua mãe, Rosa, gritou e saiu correndo atrás do veículo, mas só viu o menino ir embora, sendo arrastado pelo chão.
O crime ocorrido na semana passada teve repercussão por todo o Brasil. Na novela "Páginas da Vida", da rede globo, as freiras rezaram um Pai Nosso e logo em seguida houve um momento de silêncio para homenagear o menino. Uma praça no Rio vai receber seu nome para que o fato não seja esquecido. Ontem, no jogo entre Flamengo e Botafogo, os jogadores e torcedores estavam com faixas pedindo paz no estado, além de fazerem um minuto de silêncio antes da partida e clamarem pelo nome do menino.
A violência está paralisando um país com mais de 180 milhões de habitantes. A violência e a marginalização não são problemas únicos ou isolados, mas fazem parte de uma sucessão de fatos, onde não só o governo deve agir, mas também a sociedade e o próprio marginal.
A revolta do povo, porém, fará alguma diferença? Estaremos livres de crimes hediondos - não só no Rio - ou essa onda de violência irá continuar? As homenagens são comoventes. Contudo, isso vai frear a violência? Apenas a revolta da população vai gerar algum resultado? Os bandidos serão realmente punidos como devem por esse crime? Estaremos daqui a um ano chorando por outro João Hélio?
Espero para ver o dia em que "toda a ação vai gerar uma reação"...
postado por Anonimato(a) às 7:34 PM
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Terça-feira, Fevereiro 06, 2007
Aquecimento global: o mundo vai acabar?
Aquecimento global é um fenômeno climático de larga escala. É o aumento da temperatura média da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Causas naturais ou antropogênicas têm sido propostas para explicar o fenômeno. O relatório mais recente publicado diz que o aquecimento observado nos últimos 50 anos se deve ao aumento do efeito estufa, com fortes evidências de que a maior parte do aquecimento seja devido a atividades humanas(incluindo, além da emissão de gases, um uso maior de águas subterrâneas, solo para a agricultura industrial, maior consumo energético e poluição).
A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração dos glaciares e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX. A retração dos glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleônica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento aconteceu em cerca de 2% da Antártida.
Estudos divulgados tentam relacionar certos desastres naturais(como tempestades) com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico.
O aquecimento global está sendo tratado atualmente na mídia por causa do último relatório sobre o assunto liberado. Mas o que vai acontecer depois? Ninguém vai sequer lembrar dos dados do relatório ou vamos fazer a "nossa parte"?
Cientistas afirmam que o aquecimento global não irá retroceder. Todas as espécies de seres vivos terão que se adaptar e algumas irão entrar em extinção. Cidades litorâneas irão desaparecer. A Amazônia poderá se tornar um deserto.
A vida humana como conhecemos conseguirá se adaptar? Os líderes mundiais continuarão pensando apenas nos lucros capitalistas ou irão se importar com o futuro, agora muito próximo? O que irá acontecer com o planeta Terra daqui a 100 anos? A humanidade irá sobreviver a esse "desastre" causado por ela mesma ou irá se extinguir juntamente com outras espécies?
postado por Anonimato(a) às 7:44 PM
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Sábado, Fevereiro 03, 2007
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Morais)
De repente, não mais que de repente, decidi mudar um pouco. Não utilizarei uma frase para escrever. Decidi utilizar esse poema de Vinícius de Morais para escrever um texto um tanto quanto menos "filosófico".
Vinícius de Morais nasceu em 1913, no Rio de Janeiro. Formado em Direito, passou uma temporada de estudos em Oxford. Foi crítico e censor cinematográfico. Seguindo a carreira diplomática, teve oportunidade de residir em diversas partes do mundo. A partir do movimento da bossa nova, tornou-se figura popular, talvez o mais popular dos poetas brasileiros. Suas opiniões, sua vida boêmia e a imagem que compôs através de suas apresentações acabaram por afastá-lo da diplomacia. Morreu no Rio de Janeiro em 1981.
Vinícius de Morais escreveu este poema quando estava num navio indo para Londres. O título pode nos intrigar: "gramaticalmente", soneto de separação indica todas as separações e não uma em particular. A expressão "de repente" é repetida várias vezes para indicar o quanto a separação foi abrupta. O poema não nos indica quando o eu-lírico irá rever seu amor novamente(é possível verificar isso no poema na última estrofe).
Pelo dicionário, a palavra separação vem do latim separatione, significando: ato ou efeito de separar; afastar um ou uns do(s) outro(s).
Apesar das várias ramificações que o assunto separação nos dá, é algo difícil para se definir. O que para uns é racional e a única solução, para outros é exatamente o contrário. E talvez tenha sido isso que Vinícius de Morais quis dizer no poema. A separação é sempre o melhor caminho? A separação é a única solução de algumas relações amorosas? As separações servem para estabelecer discórdia? Após nos separarmos de alguém podemos ter a certeza de que iremos reencontrá-lo ou ficaremos como o eu-lírico do poema?
"Que não seja imortal, posto que é chama,/Mas que seja infinito enquanto dure" - Soneto da Fidelidade, Vinícius de Morais.
postado por Anonimato(a) às 1:54 AM
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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
A verdade dói mas passa... A mentira fica e desgasta
Para Nietzsche a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque diz que não se pode alcançar uma certeza sobre isso. Quem concorda sinceramente com uma frase está alegando que ela é verdadeira. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafísica se ocupa da natureza da verdade. A lógica se ocupa da preservação da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade. Há o problema de se explicar o que torna verdadeiro ou falso o portador da verdade.
Entre as muitas afirmações sobre a verdade uma em geral é utilizada: A verdade é uma interpretação mental da realidade transmitida pelos sentidos, confirmada por outros seres humanos com cérebros normais e despidos de preconceitos (desejo de crer que algo seja verdade), e confirmada por equações matemáticas e lingüísticas formando um modelo capaz de prever acontecimentos futuros diante das mesmas coordenadas.
Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa. Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade se a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte.
A dor é uma sensação desagradável. Será que ouvir certas verdades também não são desagradáveis e desgastantes? Pelo dicionário, o verbo desgastar significa gastar-se ou destruir-se pouco a pouco. Então uma mentira pode eternamente nos destruir?
Pelas definições dadas anteriormente, toda verdade pode ser uma mentira e toda mentira pode ser uma verdade? Por essas definições todas as mentiras podem ficar e desgastar e também doer e passar, ou vice-versa?
A verdade pode doer e passar ou certas verdades são realmente tão dolorosas a ponto de não nos deixar esquecê-las? Será que algumas vezes não mentimos para nós mesmos para esconder uma verdade dolorosa?
"Tudo que é eterno está eternamente acima do tempo" - C. S. Lewis
postado por Anonimato(a) às 10:52 PM
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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
A personalidade é para a pessoa o que o perfume é para a rosa
Define-se a personalidade como tudo aquilo que distingue um indivíduo de outros indivíduos, ou seja, o conjunto de características psicológicas que determinam a sua individualidade pessoal e social. A formação da personalidade é um processo gradual, complexo, e único a cada indivíduo.
A rosa é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antigüidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há mais de cinco mil anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas flores datam de 35 milhões de anos.
O perfume é um cheiro agradável e penetrante exalado de uma substância aromática. Uma fragrância única. A rosa tem o seu perfume único, agradável e penetrante.
Estudiosos afirmam que a idade em que a personalidade do indivíduo começa a ganhar forma é na infância. Cada indivíduo tem sua cultura, sua educação, sua forma pessoal e social de ser. É isso que nos fazer ter uma personalidade única.
Mas nossa personalidade é realmente única ou de vez em quando desejamos nos tornar outras pessoas com outras características? Os Arquétipos(tendências estruturais invisíveis dos símbolos originadas de uma constante repetição de uma mesma experiência) não nos influenciam, mesmo depois de estarmos em idade avançada? A personalidade é, realmente, uma característica única assim como é o perfume? Ou o perfume que não é uma característica única? O perfume da rosa é, realmente, algo tão marcante quanto nossa personalidade deveria ser?
"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera" (Ernesto Che Guevara)
postado por Anonimato(a) às 8:54 PM
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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Se você deseja ter idéias criativas, caminhe. Os anjos sussurram para um homem enquanto ele caminha
Acho que ultimamente eu estou precisando de uma caminhada para ter idéias melhores para o CoffeBreak. Porém, isso não interessa. Escrevamos o que realmente importa.
Dizer que anjos existem é algo muito pessoal, já que ele existe segundo a tradição judaico-cristã. Anjos são criaturas celestiais superiores aos homens e que servem a Deus como ajudantes/mensageiros. Comumente os anjos têm asas brancas, uma auréola, são donos de uma beleza delicada e de um forte brilho. Por vezes são representados como uma criança por terem inocência. Possuem influência sobre o mundo orgânico e espiritual. Sendo assim, uma de suas missões é ajudar a humanidade no seu processo evolutivo. Os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro, mas possuem uma inteligência mais desenvolvida, podendo "prever" eventos que fisicamente poderão acontecer, visto que conhecem todas as regras da física(como gravidade, densidade, velocidade e outros).
Existem nove grandes coros(ou cargos), grupos de anjos que ficam ao redor de Deus. Estes nove são divididos em grupos de três, as tríades. Na terceira tríade, temos os Arcanjos. Os Arcanjos são mensageiros que servem a Deus e aos homens. Asseguram os bons relacionamentos, a sabedoria e os estudos.
Serão os arcanjos que caminham ao nosso lado, sussurrando idéias criativas? Serão idéias apenas para que usemos em beneficio próprio ou idéias que poderíamos usar para ajudar ao próximo, já que estes são também anjos que asseguram os bons relacionamentos?
De acordo com algumas fontes, sabemos que Lúcifer era um anjo que se rebelou contra Deus e foi expulso do céu. Será que Lúcifer, transformado em "Diabo", não criou seus "anjos" para que sussurrassem em nossos ouvidos certas idéias em seu benefício?
Muitas vezes, enquanto estamos apenas com nossos pensamentos, temos uma inspiração. Simplesmente nos vem aquela idéia que precisávamos. Será que essas idéias são os sussurros dos anjos ou simplesmente um espasmo nervoso do nosso cérebro? Será que somente os anjos sussurram em nossos ouvidos? Será que, como no espiritismo, os anjos não são espíritos desencarnados tentando conversar com os encarnados? Ou será que os anjos são somente um mito e o que nos sussurra é o inconsciente?
postado por Anonimato(a) às 12:36 AM
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Terça-feira, Janeiro 23, 2007
Escreva os prejuízos na areia e os benefícios no mármore
Por que os prejuízos na areia e não no mármore? Por que os benefícios no mármore e não na areia? O que são prejuízos e o que são benefícios?
Prejuízo pode ser o ato de prejudicar/causar danos, pode ser o preconceito ou pode significar a perda de algo. Benefício pode ser o serviço ou bem que se faz gratuitamente ou o melhoramento/benfeitoria.
Sabemos que a areia é um material de origem mineral composta basicamente de silício. Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água. Mármore é uma rocha originada de calcário exposto a altas temperaturas e pressão.
No início das civilizações, o homem utilizava a areia para contar o tempo. Jean-Paul Sartre disse: Quanto mais areia escorreu no relógio de nossa vida, mais claramente deveríamos ver através do vidro. Escritores utilizavam a areia como metáfora para mostrar a passagem do tempo e dos nossos atos. Algumas personalidades também já utilizaram o mármore como algo que duraria toda a eternidade. Benjamin Franklin disse: Escreva os agravos no pó, as palavras de bem escreva-as no mármore.
O mármore, por ser uma rocha forte, é utilizado muitas vezes para fazer esse tipo de paralelo, e a areia, leve e fina, se vai com uma simples brisa, é utilizada para demonstrar atos e fatos passageiros da vida.
O prejuízo representa a perda de algo ou mesmo danos causados, fatos que deveriam ser esquecidos, por isso está ligado a areia, e o benefício representa o bem ou a melhora, acontecimentos que deveríamos carregar durante a vida toda, por isso está ligado ao mármore, algo sólido e que duraria para sempre. Porém, sabemos que a areia é formada pela fragmentação das rochas, e sabemos que o mármore é uma rocha. Será que de alguns benefícios não podemos gerar prejuízos? Será que escrever todos os benefícios no mármore, que irá sedimentar-se e transformar-se em areia, nos fará lembrar de todos eles? Será que uma "brisa" ou uma "onda" irá nos fazer esquecer os prejuízos levando a areia embora?
postado por Anonimato(a) às 1:31 AM
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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
Todas as coisas traçadas na mente acabam se manifestando
Mente é a definição que damos ao estado da nossa consciência. É o termo mais utilizado para descrever as funções do cérebro tais como o pensamento, a razão, a memória, a inteligência e a emoção.
Existem três posições entre a natureza da mente: o dualismo(distinção entre mente e corpo), monismo(identidade entre mente e corpo) e o epifenomenalismo(superveniência da mente sobre o corpo).
De acordo com o dualismo, a mente é uma substância distinta do corpo. O conceito de mente pode ser aproximado ao conceitos de intelecto, de pensamento, de entendimento, de espírito e de alma do ser humano. De acordo com o monismo, mente e corpo são uma e a mesma coisa. Há dois tipos de monismo, o monismo que reduz o corpo à mente e o monismo que reduz a mente ao corpo. De acordo com o epifenomenalismo, há uma única coisa, o corpo, e a mente é algo que sobrevém ao corpo.
Há duas posições sobre o tipo de regra que rege os fenômenos mentais. Para os naturalistas, as leis naturais são tudo o que precisamos para explicar os fenômenos mentais. Tal posição reduz os fenômenos mentais aos fenômenos biológicos, os quais, por sua vez, são reduzidos aos fenômenos físicos. Para os normativistas, os fenômenos mentais do tipo racionais não podem ser explicados pelas leis naturais.
Deixemos a filosofia e a teoria de lado. Não tomarei partido de nenhum dualista, monista e epifenomenalista. Muito menos de naturalistas ou normativistas. Não entendo nada de filosofia e debater a mente nesse sentido é algo muito complexo.
Já ouvimos falar de fenômenos sobrenaturais, como pessoas que se dizem capazes de ler a mente, ou mesmo médiuns, que auxiliam a polícia em alguns casos. Alguns chamam essas pessoas de "psíquicas", pessoas que podem utilizar poderes da mente. Cientistas afirmam que conhecemos pouco do nosso cérebro - conseqüentemente conhecemos pouco da nossa mente.
Mas como tudo que pensamos pode se manifestar? A frase estaria apenas tratando de fenômenos psíquicos, como teletransporte, ou de desejos do nosso dia a dia, como conseguir algum emprego? Pessoas religiosas dizem que ao fazerem uma prece a determinado santo, o pedido foi realizado. Mas isso foi somente pelo fato do santo ter realizado o desejo ou por que a pessoa desejou muito aquilo?
Se o cérebro/mente é tão desconhecido, então como podemos afirmar que algo se realizou por causa da "força do pensamento"? Isso pode ser a prova de que nosso cérebro tem poderes desconhecidos ou que o destino é a força mais poderosa que rege o universo?
postado por Anonimato(a) às 1:44 AM
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Domingo, Janeiro 21, 2007
Com um pingo de tinta consegue-se escrever uma história
A história é o estudo da ação humana ao longo do tempo através do estudo dos processos e dos eventos ocorridos no passado. O estudo histórico começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, contos e achados arqueológicos.
Mas se história é o estudo da ação humana ao longo do tempo, então como conseguiríamos escrever uma história somente com um pingo de tinta?
Esse pingo de tinta poderia ser relacionado com as pinturas rupestres? Historiadores afirmam que as pinturas rupestres são, além de demonstrações de arte na pré-história, uma forma de contar os acontecimentos ocorridos com o homem no passado. Será esse "pingo de tinta" mencionado na frase?
As pinturas são vibrantes e impressionam pelo volume, técnica e realismo da imagem. O homem encontrou uma forma de retratar sua história com não só um, mas alguns pingos de tinta.
Pesquisadores afirmam que o homem é muito recente na história da Terra. Estes afirmam que se pegássemos um livro de mil páginas, seriamos representados apenas pelas últimas cem. E é por isso que, apesar de tudo, a história do ser humano ainda é muito recente.
A mente humana tem vários atributos distintos. A curiosidade e a observação científica levaram ao aparecimento de uma variedade de explicações para a consciência e a relação entre o corpo e a mente. A arte, a música e a literatura são muitas vezes usadas como forma de expressão. E foi assim que começamos a escrever a história da humanidade: com um pingo de tinta.
postado por Anonimato(a) às 2:14 AM
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Sábado, Janeiro 20, 2007
O inimigo mais poderoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo
Inimigo(ou adversário) é a pessoa, criatura ou entidade com quem se luta ou disputa uma coisa. Mas, ao contrário do que muitos pensam, nem sempre adversário é sinônimo de desafeto. Por exemplo, na cultura cristã, Satã é denominado como inimigo pois ele é o grande adversário de Deus e da Igreja - particularmente, acredito que esse exemplo é meio fajuto; sempre achei que Deus e o Diabo fossem realmente inimigos.
Você é um pronome pessoal usado para nos referirmos à pessoa que está recebendo a mensagem, e que mesmo significa "exatamente igual". Então o que a frase está querendo nos dizer? Qual a causa de nos considerarmos nosso inimigo mais poderoso?
Como já dito no primeiro parágrafo, inimigo não significa "aquele que odeia ou detesta alguém" mas sim um adversário, com quem disputamos algo. Adversário? Mas por que eu iria ser meu adversário?
Quem nunca ouviu a expressão "sou meu próprio inimigo"? Por que usamos essa expressão? A desculpa é: nos conhecemos tanto que podemos nos machucar. Mas será que realmente nos conhecemos a ponto de usarmos uma "arma" contra nós mesmos?
Aprendemos desde cedo a enfrentarmos os desafios de cabeça erguida e conhecemos nossos inimigos/adversários ao longo do passar dos anos. Mas o que se entende por ser seu próprio inimigo? Como já explicado, inimigo é alguém com quem se disputa algo. Mas somos capazes de disputar um emprego, por exemplo, conosco mesmo?
Somos capazes de impor nossa vontade sobre nossa vontade? Somos capazes de nos destruir por que queremos vencer uma disputa contra nós mesmos ou será que essa seria só uma frase qualquer para ser esquecida no nosso inconsciente?
postado por Anonimato(a) às 1:53 AM
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Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização
A civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, econômico e artístico. Quanto maior a civilidade e mais evoluída uma nação, maior é o seu grau de civilização. Alguns historiadores têm defendido que o surgimento de grandes civilizações sempre depende do progressivo acúmulo de recursos naturais por um determinado grupo étnico e tem por detonador o acúmulo de poder bélico nas mãos de certos líderes e suas famílias.
Os leitores devem estar pensando o que a frase tem a ver com a introdução do texto. Afinal, a frase trata de uma realização e a introdução trata de civilização. Admito que na primeira vez que li a frase eu confundi as palavras. Mas em seguida tomei por base as civilizações para escrever o texto de hoje.
Modernamente utiliza-se o termo civilização para designar as diferentes culturas dominantes na atualidade(por exemplo a civilização Japonesa, Islâmica, Ortodoxa, entre outras). Também conhecemos algumas civilizações antigas que foram marcadas, principalmente, por feitos arquitetônicos(por exemplo a civilização Maia, Egípcia, Grega, Romana, entre outras). Além das civilizações que conhecemos, existem as lendárias, que supostamente foram esquecidas pelo tempo, porém não existem fatos que comprovem sua existência(conhecemos principalmente Atlântida, que supostamente afundou no oceano). O padrão comum das civilizações lendárias é uma terra utópica, isolada do mundo e que foi destruída em uma catástrofe(no caso, Atlântida teria sido engolida pelo mar).
Mas o que todas essas informações tem a ver com a frase hoje, você deve estar pensando. A ligação que eu quis fazer foi entre o antes e o depois da civilização. Basicamente, sabemos que as civilizações decaíram de alguma forma, não só as civilizações lendárias(que, por sua vez, tem um padrão). Por exemplo, a civilização Asteca foi destruída pelos colonizadores espanhóis.
Entretanto, o que conhecemos sobre o começo da civilização? Por que na maioria das vezes só ouvimos falar do fim? Será que da noite escura de um povo a aurora da realização seria o início de uma grande civilização? Conhecemos realmente o passado das civilizações atuais? Quais as dúvidas da noite sem estrelas e quais as respostas da aurora da realização?
postado por Anonimato(a) às 1:53 AM
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